Mínimo sobe e injeta R$ 474 mil em Franca


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Quase meio milhão a mais na economia local. Essa é a injeção prevista para maio no consumo interno de Franca com o aumento do salário mínimo. Dos atuais R$ 350, o mínimo passará para R$ 380 e provocará um aquecimento de R$ 474 mil mensais no varejo, especialmente em mercearias, mercados, farmácias e lojas de vestuário. O novo valor entra em vigor já em abril, mas só será pago efetivamente no mês seguinte. Para 15816 pessoas que vivem do salário na cidade, entre aposentados, pensionistas, empregadas domésticas, entre outros, o reajuste de 8,6%, equivalente a R$ 30, também dará um novo ânimo, mas ainda não é considerado o ideal. Com três filhos entre 8 e 5 anos, a empregada doméstica Simone Aparecida Lima, 29, conseguirá apenas abastecer um pouco mais a despensa no fim do mês. “Não vou falar que é ruim, porém nem para comprar um botijão de gás servirá, já que ele custa R$ 37 aqui perto de casa”. Simone ganha salário mínimo há dez anos e com ele administra a casa sozinha. “Pago água, luz, o transporte escolar dos meus filhos e a comida, além do aluguel. Não sobra nada”. De acordo com ela, que trabalha oito horas por dia de segunda a sexta-feira, o salário ideal seria no valor de R$ 450 a R$ 500. “A gente recebe muito pouco, sorte que ganho o transporte de casa para o emprego da minha patroa. Com o aumento vou comprar mais mistura para a janta”. Além das empregadas domésticas, cerca de três mil, o novo piso ajudará no bolso de mais de sete mil aposentados, pensionistas e beneficiários da Previdência Social e de 3800 pessoas que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada). O programa do Governo Federal é destinado para incapazes (idosos e portadores de deficiência) que não têm outra fonte de renda. “Temos ainda muitos informais e outras 1224 pessoas com salário mínimos divididas em diversas categorias de acordo com os dados do RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) do Ministério do Trabalho”, revelou o professor de economia e responsável pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, Hélio Braga Filho. “O valor do salário mínimo ainda ficará aquém do ideal, mas o aumento de R$ 30 já permitirá um maior consumo de bens inferiores. Quem ganha salário mínimo não irá fazer uma grande aquisição e sim aumentar a quantidade de alimento que compra no mercadinho perto de casa”. Um exemplo é o que ele poderá incrementar na cesta básica. Com R$ 30 a mais disponível, será possível comprar quatro pacotes de arroz no valor médio de R$ 6,20 ou ainda cinco quilos de lingüiça fresca ao preço médio de R$ 5,10.

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