A proximidade com as eleições esquenta o clima de bastidores entre os candidatos à presidência da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), João Carlos Cheade, da situação, e Luís Aurélio Prior, da oposição. As chapas de apoio de ambos se movimentam intensamente em busca de conquistar o máximo possível de votos entre os 31 conselheiros que farão a escolha do novo presidente.
A disputa opõe alguns dos mais influentes comerciantes, prestadores de serviço e industriais da cidade. Prior tem propostas voltadas, principalmente, aos treinamentos dos associados. "É fundamental que forneçamos suporte, por meio de palestras e cursos, para que os associados se mantenham atualizados. Para tanto, temos de fortalecer os laços de parceria com outras entidades", disse. "Além disso, nossa chapa é democrática e aberta, tanto que contamos com quatro mulheres em nossa diretoria".
Já Cheade defende a bandeira da descentralização do comando e da assistência aos associados das áreas afastadas do Centro, por meio da instalação de distritais da Acif nos principais pólos comerciais da periferia. "Buscaremos facilitar a vida daquele pessoal que hoje tem de sair do Leporace ou do Aeroporto para buscar assistência da Acif no Centro", disse o candidato. "Queremos, ainda, utilizar o prédio que a entidade comprou, perto da Praça Nossa Senhora da Conceição, que está parado".
CAFÉ-COM-LEITE
Ao melhor estilo "política café-com-leite", quando mineiros e paulistas se alternaram por longos anos na Presidência da República, o comando da Acif é alternado, desde 1981, pelos grupos ligados aos empresários Onofre Trajano e Luciano Botto.
Desde aquele ano, Trajano já presidiu a Acif em duas oportunidades (1985 a 89/99 a 2003) e Botto em outras três (81 a 82/97 a 99/2003 a 2005). Não havia embate: em alternados períodos, um apoiava o outro e a alternância ocorria de forma amigável.
Agora, porém, a história é outra. Sem uma linha comum de administração, os grupos racharam. Trajano apóia Prior para o cargo, por julgá-lo "competente e honesto". Botto ainda não se manifestou publicamente, mas seu filho, Solano, é membro certo para a diretoria de Cheade. "Não há nada de pessoal na disputa.
Somente um racha de idéias, o que é bom demais para a democracia", disse Trajano.
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