Presidente não tem salário, mas ganha enorme prestígio


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O presidente da Acif, assim como seu vice e os membros de sua diretoria, não recebem salários. Todos os cargos são exercidos de forma voluntária. Ainda assim, é uma função que desperta o interesse pelo status e o prestígio que ocasiona comandar uma entidade com foco tão abrangente. Após dois mandatos, Onofre Trajano fala com propriedade sobre a importância do cargo. "Não é a questão de comandar a Acif. É o tamanho da instituição e o alcance social e de prestação de serviços da instituição, que envolvem muita gente, muitas famílias. Além disso, sem dúvida, traz grande prestígio político", disse o empresário. A fórmula como ocorre a eleição tem suas particularidades. Os três mil associados elegem (até hoje, sempre por aclamação) um grupo de 31 conselheiros, com mandatos de dois anos, para representá-los no pleito. Somente esses 31 têm direito a voto direto. A escolha do Conselho Deliberativo ocorre, atualmente, em anos diferentes do pleito para a presidência. Os membros são integrantes dos três segmentos de associados: comércio (60%), prestação de serviços (25%) e indústria (15%). No dia previsto para a votação, 10 de abril, os conselheiros farão a opção direta entre os dois candidatos, ou seja, Luís Aurélio Prior e João Carlos Cheade. Para ser eleito, o vencedor terá de obter, no mínimo, metade dos votos, mais um. O sistema de votação ainda não está definido. Pelo estatuto da Acif, há três formas de escolha: por aclamação (já descartado), voto aberto ou voto secreto. Prior se colocou favorável à votação secreta. "Creio que, assim, não haverá constrangimento em escolher um ou outro candidato", disse. Para Cheade, o sistema de votação é irrelevante. "Para mim, tanto faz. Não tenho preferência". As previsões de votação são uma incógnita. Pessoas ligadas a Prior acreditam em vitória fácil. Um dos articuladores de sua campanha disse que, pelo menos, dois terços dos votos já estariam "prometidos" para a chapa. Pelo lado de Cheade, o otimismo não é menor. Um de seus possíveis diretores disse que na hora da apuração muitas surpresas deverão ocorrer. "Não existe eleição vencida na véspera".

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