O Domingo de Ramos


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Com as celebrações do Domingo de Ramos os cristãos iniciam a Semana Santa. Nela, encontramos textos da Sagrada Escritura que nos relatam os sofrimentos de Jesus. O profeta Isaías nos apresenta o servo sofredor. O próprio servo fala e conta o que aconteceu com ele: foi surrado, insultado, esbofeteado, cuspiram no seu rosto; mas ele não reagiu: continuou confiando no Senhor. Ouvindo esta leitura somos levados a fazer uma comparação entre o que aconteceu com este servo e aquilo que os soldados de Pilatos fizeram a Jesus. Ambos foram tratados da mesma maneira. A carta aos Filipenses é um relato de conselhos ou orientações que São Paulo oferece a esta comunidade tão querida por ele. No meio deles havia sempre alguém pretendendo sentir-se superior aos demais, querendo se impor, mandar, decidir. São Paulo exorta a que mudem o modo de agir e dá, como exemplo, o próprio Cristo. Apesar de ser Deus entre os homens não se fez superior a nada e a ninguém, mas, assumiu a humildade como regra de vida. O caminho percorrido por Jesus não se encerrou com a morte e a humilhação pela cruz. Deus o ressuscitou, estabelecendo-o como modelo para todos os homens e lhe deu o poder e o domínio sobre todas as criaturas. O evangelho narra a Paixão de Jesus. Nela se destaca a bondade e a misericórdia de Jesus. A narrativa da paixão nos traz uma mensagem: diante do modo como Jesus se posicionou no sofrimento aprendemos que não podemos agredir ninguém e que devemos estar sempre dispostos a curar as feridas provocadas pelos outros. O cristão tem adversários, nunca inimigos. Pedro nega Jesus, este porém o acolhe com compreensão pela fraqueza humana e é o sinal do perdão que lhe concede. Durante a paixão os discípulos não fizeram um papel bonito. Judas traiu, Pedro renegou, todos fugiram. Jesus é muito compreensivo e a todos dirige um olhar misericordioso e pleno de amor. Para fugir da fragilidade humana que nos ameaça a agir não como Jesus, só existe um caminho: a oração. Por meio dela, no momento da agonia, nos momentos de tentação e de sujeição ao mal, nos tornamos fortes e deixamos de escolher o mal, abraçando o bem. Diante de Pilatos, Jesus não abre a boca. Pilatos simboliza a hipocrisia, a corrupção. Jesus foi crucificado no meio de dois criminosos. A cruz está no meio de dois infelizes que fizeram tudo errado na vida. Cristo veio de Deus, cumpriu sua peregrinação nesta terra e agora volta para o Pai. Mas não volta sozinho. Volta acompanhado por alguém que representa a todos nós; um pecador, recuperado pelo seu amor. A Semana Santa é semana do encontro com o Cristo Ressuscitado: nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e na pessoa dos irmãos da comunidade. As celebrações religiosas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus . Cada dia da semana é um fato a ser recordado e atualizado. A Semana Santa começou a ser celebrada desde o século I da história cristã. O DOMINGO DE RAMOS O Concílio Vaticano II denominou a Procissão do Domingo de Ramos como "Canônica", ou seja, é litúrgica, é aprovada e deve ser realizada pelas paróquias. Na Catedral, a bênção dos Ramos será celebrada às 9 horas, na Praça do Cemitério da Saudade, seguida de Procissão onde será celebrada Missa na parte interna do Templo. SEGUNDA-FEIRA SANTA Por meio da celebração eucarística os cristãos se reúnem para recordar a Paixão do Senhor. A palavra deste dia nos ajudará a perceber que da morte de Cristo saiu a vida. Na Catedral será celebrada missa às 19 horas. TERÇA-FEIRA SANTA A traição de Judas e a de Pedro são sinal da fraqueza da carne em face da lógica do reino de Deus. Diante destes fatos é necessário compreender que somente a fé tem valor. Na Catedral celebraremos missas às 7 e 19 horas. QUARTA-FEIRA SANTA Além das missas às 7 e 19 horas, celebra-se neste dia a Procissão do Encontro Doloroso, às 20 horas. É a procissão do encontro entre Nossa Senhora das Dores e o Bom Senhor Jesus dos Passos. QUINTA-FEIRA SANTA Na Quinta-Feira Santa a Igreja recorda a instituição da Eucaristia, do sacerdócio e conseqüentemente dos demais sacramentos. Pela manhã, na Catedral, serão abençoados os óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e será consagrado o Óleo do Crisma para as ordenações e para as crismas. Nesta celebração os sacerdotes renovam os votos do dia da Ordenação. À noite, às 19 horas, será celebrada a Missa com o Rito do Lava-Pés. Neste dia faz-se a "Adoração ao Santíssimo Sacramento". SEXTA-FEIRA SANTA A Igreja sempre celebrou este dia como comemoração da morte do Senhor. Não há celebração da eucaristia na missa, mas apenas a comemoração da paixão e morte do Senhor. Essa atitude de respeito pelo jejum, abstinência da carne, tristeza e silêncio é feita na Esperança. A Sexta-feira Santa será celebrada assim: 10 horas, Via-Sacra na Praça com representação da Morte de Cristo; às 15 horas, Celebração da Paixão e às 19 horas, Procissão. SÁBADO SANTO A partir do século II, encontramos testemunhos do modo de celebrar a Vigília Pascal. Três elementos marcam-na: a celebração da Palavra, o batismo e a celebração eucarística. Na Catedral será celebrada às 20h30. DOMINGO DE PÁSCOA A celebração desse dia é plena de alegria e esperança. A seqüência pascal marca a emoção e a esperança da comunidade. Jesus Cristo é o vencedor da Morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço. Ele é um convite à nossa ressurreição. Na Catedral, às 5h30, faremos a Procissão da Ressurreição e serão celebradas missas às 7h, 9h, 10h30, 17h e 19h. O desejo é que esta semana seja a oportunidade para se encontrar com a misericórdia de Deus e experimentar sinais claros da graça de Deus em nós.

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