“É um roubo. A gente só perde, quebrei mesmo


| Tempo de leitura: 1 min
O monitor colorido anunciando prêmios acumulados é uma tentação. Sem controle, o jogador se afunda. Na medida em que o caixa das máquinas é reforçado com as apostas, o programa vai diluindo o pagamento, sempre levando em consideração que é preciso reter a fatia destinada aos exploradores do negócio. A liberação de alguns bônus, com valores inferiores ao arrecadado, ilude os jogadores. “Ganhei um prêmio, uma única vez, de R$ 470, mas contraí uma dívida enorme”. O relato é de um homem de 39 anos, morador da zona oeste. Ele conseguiu abandonar o vício há três meses. Antes, jogava cerca de dez vezes todos os dias. “Todo o dinheirinho que recebia, eu apostava. Quanto mais perdia, mais queria jogar para tentar recuperar. Me matava de trabalhar e queimava tudo no jogo”. Foi fazendo dívidas, que hoje superam R$ 1 mil. Aluguel, contas em lojas, pensão alimentícia das filhas. Está tudo atrasado. “É um roubo. A gente só perde, quebrei mesmo. Resolvi fazer esse desabafo para alertar as pessoas. Não quero ver os amigos perderem”. Se afastou das máquinas em dezembro após ouvir conselhos de um irmão. A mulher dele é viciada nos jogos. “Já falei para largar essa vida, mas ela não consegue. Nesta semana, dei R$ 10 para ela comprar lanche. Voltou logo depois, me pediu perdão e disse que tinha apostado a metade”. Ficou no prejuízo.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários