Você já mentiu hoje? Se disser que não, provavelmente estará mentindo. No dia da mentira, vamos fazer um teste. Você realmente desejou que seu porteiro ou seu chefe tivessem um bom dia quando os cumprimentou ou simplesmente falou por hábito?
Você já usou a desculpa de engarrafamento no trânsito para justificar o atraso no trabalho? Ou ainda já duvidou da sinceridade de alguém quando pediu uma opinião sobre algo?
De acordo com enciclopédia virtual Wikipédia, mentira é uma declaração feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes ou leitores possam acreditar nela. Portanto uma declaração verdadeira pode ser uma mentira se o falante acredita que ela seja falsa; e histórias de ficção, embora falsas, não são mentiras. Dependendo das definições, uma mentira pode ser uma declaração falsa genuína ou uma verdade seletiva, uma mentira por omissão, ou mesmo a verdade se a intenção é enganar ou causar uma ação que não é do interesse do ouvinte.
A partir de agora é preciso mais cuidados ao passar uma lorota ou ainda contar aquelas mentirinhas consideradas inofensivas. As visitas dos big brothers ao confessionário do reality show da Rede Globo têm mostrado uma novidade aos telespectadores: um detector de mentiras que diz se o que os participantes estão falando sobre seus companheiros é o que realmente sentem.
É um programa de computador, chamado Vocalgraph, que antes de ir parar na sede do programa já havia dedurado alguns famosos em um quadro do programa Boa Noite Brasil, de Gilberto Barros, na Band.
O funcionamento dessa tecnologia é simples. “O programa avalia e mede os tremores na voz não detectáveis pelo ouvido humano. Isso permite estabelecer a associação entre o estresse de cada resposta que se dá e a veracidade das afirmações”, disse Mauro Nadvorny, representante da empresa que comercializa o software no Brasil.
Para começar a funcionar, o aparelho precisa ouvir durante sete segundos seguidos a voz da pessoa que será analisada. Assim, consegue entender a vibração normal (ou da verdade) e pode estabelecer um parâmetro para o que é mentira.
As alterações na voz podem indicar não só mentiras, mas também uma paixão. Quem fala sobre o namorado ou a namorada tende a focar todas as suas atenções na pessoa e, com o esforço, a freqüência da sua voz muda.
O preço do software varia entre R$ 25 mil e 60 mil para empresas (mais R$ 160 por hora de uso) e R$ 600 a versão simples para uso doméstico.
Agostinho Alves Sobrinho, perito do Instituto de Criminalística de Franca, afirmou não ter conhecimento da existência do aparelho em Franca. “As provas obtidas através do detector não costumam ser aceitas pela Justiça por serem imprecisas”.
A ORIGEM DO DIA DA MENTIRA
Há muitas explicações para o 1º de abril ter se transformado no Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França.
Desde o começo do século XVI, o Ano-Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril. Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o Ano-Novo seria comemorado no dia primeiro de janeiro.
Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1º de abril.
Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como “plaisanteries”.
Em países de língua inglesa, o Dia da Mentira costuma ser conhecido como April Fool’s Day ou Dia dos Tolos, na Itália, e na França ele é chamado respectivamente “pesce d’aprile” e “poisson d’avril”, o que significa literalmente peixe de abril.
No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
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