O francano Carlos Alberto Rodrigues, o Carlão, já está adaptado à sua nova rotina no comando do Trotamundus, equipe de ponta da Venezuela. Há menos de um mês no País, ele já fez nove jogos e contou com exclusividade ao Comércio da Franca, como está sendo seu dia-a-dia. “Estou na Venezuela há 21 dias e fiz nove jogos, porém, o time já tinha feito outros 11 com o técnico anterior.
Aqui é tudo bem diferente do que estamos acostumados a ver aí”, disse o treinador. Ele contou que o time disputa dois campeonatos por ano, sendo que agora estão disputando o LPB, que tem oito clubes participantes. “São franquias e a liga é organizada pelas equipes mesmo. Tudo muito profissional e sério, com um código de conduta bem rígido”, disse.
No campeonato, cada equipe faz seis jogos, o que resulta numa primeira fase com 42 partidas. Os seis melhores classificam-se para os playoffs. Carlão disse que a liberdade para troca de jogadores e treinadores é maior lá do que no Brasil. “Os clubes podem contratar e dispensar à vontade. A única regra é que técnicos não podem trocar de equipes, só podem ser trocados por outro. Não posso sair de um time e ir para outro na mesma temporada”, disse o treinador.
Carlão também falou da cobrança, já que o Trotamundus é uma das equipes mais caras da Venezuela. “A cobrança é bem grande. É como dirigir um time de futebol no Brasil, como o Corínthians ou o Flamengo em luta para não descer para a segunda divisão. Até por isso tem sido uma experiência fantástica para mim e um grande desafio, pois peguei a equipe já montada e com o campeonato em andamento”, disse o francano.
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