Hospitais se preocupam com estado emocional


| Tempo de leitura: 1 min
Neide Aparecida Teles mostra a foto do pai, Sebastião Teles, internado na UTI há quase três meses.
Neide Aparecida Teles mostra a foto do pai, Sebastião Teles, internado na UTI há quase três meses.
Mais de 110 funcionários têm a missão de assistir pacientes em estado grave nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) da Santa Casa e Hospitais Regional e Unimed. A função deles, porém, não fica restrita aos cuidados com a saúde física, mas à emocional também. Nos momentos em que algum parente se encontra em situação crítica, as pessoas são ajudadas por enfermeiros, médicos e os próprios acompanhantes de outros pacientes da UTI. No Hospital Unimed, os próprios enfermeiros são treinados para o acolhimento dos que necessitam ficar internados e para não sofrerem com as histórias. No Hospital Regional e Santa Casa, psicólogas são responsáveis pelo acolhimento dos pacientes e acompanhantes. “Quando o paciente é internado, não é apenas o físico que é afetado, o emocional também fica fragilizado. Sempre conversamos com quem fica no hospital e com seus pais, irmãos e outros parentes”, disse Ângela Alves, especialista em psicologia hospitalar. Para o médico Pedro Faggioni, chefe do setor de terapia intensiva da Santa Casa, em alguns casos, o ideal para os internados da UTI seria transferi-los para suas residências. “Em casa, o ambiente é mais adequado e o paciente ficaria melhor, podendo conversar com familiares e amigos. Na verdade, a medida seria benéfica para quem está internado, família e o próprio hospital”, disse ele, ao comentar que o CTI da Santa Casa tem 17 leitos que geralmente estão lotados. Para ter o doente em casa, porém, seria necessário um respirador artificial, o que demanda investimento superior a R$ 60 mil.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários