Suspeita de fraude aborta obra no Bagres


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Prefeito Sidnei Rocha, em imagem de arquivo, diz estar “muito chateado” com a possibilidade de irregularidade em licitação
Prefeito Sidnei Rocha, em imagem de arquivo, diz estar “muito chateado” com a possibilidade de irregularidade em licitação
Sob suspeita de fraude, a licitação para as obras de alargamento e aprofundamento do Córrego dos Bagres foi cancelada, ontem, pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB). A obra - cujo objetivo é combater as enchentes na região do Posto Galo Branco - havia sido anunciada há 15 dias e custaria R$ 4 milhões. A irregularidade seria a contratação, por R$ 40 mil, da Betontest Comércio, Consultoria e Engenharia Ltda para elaborar o projeto técnico da obra. A firma pertence a Taísa Cintra Franceshi, mulher do engenheiro Marco Antônio Franceshi, funcionário da Secretaria de Planejamento Urbano, divisão responsável pelas obras. Segundo o prefeito, pessoas - ele não revelou nomes - ligadas à administração levaram ao seu conhecimento a relação entre Taísa e Marco. Desconfiado, Rocha mandou reavaliar os custos e descobriu que os R$ 4 milhões estimados no projeto da Betontest estariam acima do valor de mercado da obra. “Todos os projetos passam por mim. Não que seja obrigado, mas prefiro dessa forma. Este não passou. Além disso, há dúvidas quanto ao custo estimado”, disse. Ainda ontem, Rocha determinou a abertura de um processo administrativo para avaliar se houve irregularidades. “A Divisão de Auditoria investigará todas as ações para avaliar a lisura dos procedimentos”, disse. O prefeito ordenou também que o pagamento à Betontest, de R$ 40 mil, seja suspenso. Questionado se outros servidores, além de Marco Antônio, serão investigados, incluindo-se aí os secretários de Planejamento Urbano, Wilson Teixeira, e de Finanças, Sebastião Ananias, além do chefe da Comissão de Licitações, Caetano Perobelli, o prefeito desconversou. “A sindicância deverá avaliar tudo e todos”, disse Rocha. Marco Antônio disse estar tranqüilo. Para ele, não houve irregularidades. “Ela (Taísa) só não poderia executar a obra” (leia mais nesta página). Taísa não foi encontrada, pelo celular, para falar sobre o assunto. A opinião do engenheiro, porém, não é a mesma de advogados e empreiteiros consultados pelo Comércio. Sidnei Rocha lamentou, também, o adiamento nas obras. “Em razão das dúvidas levantadas, haverá retardamento na obra. Possivelmente para o ano que vem. Isso certamente me trará muitas críticas por causa das chuvas no próximo verão, mas prefiro críticas que autorizar uma obra duvidosa quanto à sua lisura”, disse.

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