Irmãos roubam vaca do vizinho para fazer churrasco


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Deixada para trás pelos ladrões, cabeça da “Neguinha” foi dependurada em uma árvore por moradores vizinhos da chácara roubada: vaca foi abatida com golpes de marreta e machado
Deixada para trás pelos ladrões, cabeça da “Neguinha” foi dependurada em uma árvore por moradores vizinhos da chácara roubada: vaca foi abatida com golpes de marreta e machado
Uma família do Jardim Martins, zona oeste de Franca, juntou suas economias e comprou uma vaca há duas semanas. A mimosa, batizada de “Neguinha” era boa de balde e dava uma média de nove litros de leite por dia. O produto alimentava quatro crianças. Solícitos, dois irmãos vizinhos dos proprietários ajudavam a cuidar do animal, que vivia em um pasto com sua bezerrinha. Na madrugada de ontem, os “amigos da onça” mataram clandestinamente a vaca leiteira. Pretendiam fazer um churrasco. Foram presos em flagrante e levados para a cadeia. Durante patrulhamento de rotina pela Rua dos Aymorés, ontem de madrugada, policiais militares avistaram três homens empurrando uma carriola com um animal dentro. Se aproximaram e constataram se tratar de cortes de uma vaca. O trio saiu correndo ao perceber a chegada da polícia. Dois deles foram detidos logo depois. “Eles disseram que pretendiam apenas fazer um churrasco entre os amigos do bairro para festejar o furto que fizeram. Abateram a vaca com golpes de marreta e machado”,disse o soldado Luvizuti. O terceiro criminoso conseguiu escapar. A polícia acredita que a real intenção dos ladrões era vender a carne em açougues do bairro. Os irmãos Joílson e José Machado foram encaminhados ao plantão policial e autuados em flagrante por furto. Eles são acusados de envolvimento em outros crimes no bairro. No lugar do churrasco, foram obrigados a se contentar com o marmitex servido na cadeia. O cardápio não foi dos piores: arroz, feijão, salsicha e purê de batatas. [FOTO2] A morte de uma vaca pode parecer banal para muitos. Para quem dependia do animal, foi uma grande perda. “Tenho quatro crianças pequenas e não estava dando conta de comprar leite para elas. Por isso, adquiri a vaca para poder alimentá-las. Agora, vou ter que me virar. A Neguinha vai fazer muita falta para nós. É difícil, mas Deus vai me ajudar”, lamentou a costureira de calçados Márcia Pereira de Campos Lourenço, dona da mimosa. Para espanto da mulher, os ladrões eram pessoas amigas e jamais haviam levantado qualquer tipo de suspeitas. “Eles são nossos conhecidos e nos ajudavam a cuidar do gado. De vez em quando, tocavam as vacas para o pasto e ajudavam a olhar”. Um fiscal da Vigilância Sanitária esteve na delegacia e registrou o termo de inutilização da carne apreendida. Como eram impróprios para o consumo, os restos mortais da “Neguinha” foram descartados no Aterro Sanitário.

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