Sabemos que a questão do aborto é assunto polêmico em todas as rodas. Não sou a favor do aborto em decorrência de um descuido, ou de uma traição, ou simplesmente por um não querer um filho. As mulheres hoje têm todas as maneiras de se informar e evitar uma gestação indesejada. Mas há que se pensar que, no caso de estupro, apesar da criança não ter culpa de nada, é fruto de uma agressão e muitas vezes a mãe tende a ter repulsa ao ser gerado, quase habitualmente não o considerando filho. A probabilidade de que este ser se sinta mal querido, indesejado, é grande. Não seria melhor evitar o nascimento? Quanto às más-formações, quem pode avaliar o que tem vivido a família da pequena Marcela nestes quatro meses? Uma alteração radical no dia-a-dia, uma mãe afastada dos outros filhos para “morar” no hospital; uma angústia sem fim por não se saber como estará o bebê no dia seguinte; uma preocupação constante e, pior de tudo, ter a certeza de que a criança não durará muito tempo. Isto é vida?
Eliete Neves
é leitora do site www.comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.