Um homem é atacado dentro de sua casa, luta com o agressor e leva facadas nos braços, barriga e cabeça. Os vizinhos alegam não ter ouvido nenhum barulho. Amigos de cervejadas não suspeitaram de seu sumiço. A namorada ligou algumas vezes para o celular dele e não foi atendida. Deixou prá lá. No início da noite de ontem, o pintor Francisco César Alves da Silva, 29, foi encontrado morto dentro de sua residência. Ao lado do corpo, uma faca e muito sangue. Para a polícia, as evidências indicam que a vítima foi assassinada. O motivo e a autoria do crime ainda são um grande mistério.
Natural de Mirandiba, interior de Pernambuco, César se mudou para Franca há dez anos. Era solteiro e não tinha filhos. Desde 2005, morava em um imóvel de apenas dois cômodos nos fundos de uma residência na Rua São Paulo, Vila Aparecida. É um conjunto de seis quitinetes, três de cada lado, dívidas apenas pelas paredes.
Sem profissão fixa, realizava serviços gerais. Estava trabalhando como pintor para o fiscal de obras da Sabesp Pascoal José de Carvalho. Na sexta-feira, recebeu R$ 110 como adiantamento. Foi visto pela última vez no serviço segunda-feira à tarde. “Estava tranqüilo e animado. Não reclamou de nenhum problema. Disse que até pretendia se casar em breve”, contou o patrão.
César não apareceu para trabalhar na terça-feira. A namorada e o patrão ligaram para o telefone celular dele, em vão. Por volta das 18 horas de ontem, uma vizinha lavava roupas e suspeitou de um cheiro forte vindo da quitinete do pintor. “A dona da casa foi chamada, abriu a janela e disse: Nossa, o César está caído morto. Abri a porta do meu quarto de uma vez e fui ver o que tinha acontecido. O corpo estava no chão e apresentava um ferimento na barriga. Havia sangue e uma faca ao lado. Como era muito amigo dele, comecei a passar mal”, contou o sapateiro Windsor Daniel Pereira, 23.
Os dois amigos se encontraram pela última vez no domingo e tomaram cervejas. Segundo o sapateiro, César era calmo e nunca falou em suicídio. “Ele até me dava conselho sobre isso. Larguei de minha namorada recentemente e o César me incentivava a tocar a vida”.
Para a polícia, a hipótese de assassinato é a mais provável. Investigadores da DIG vistoriaram o local do crime e encontram evidências que reforçam as suspeitas. “Há vestígios de defesa nas mãos da vítima. Além dessas lesões, ele também foi golpeado na barriga e cabeça. Tudo indica que foi um homicídio”, contou Nilson Ruela.
A casa não foi revirada e, aparentemente, o assassino não levou objetos do imóvel. “É possível que o criminoso tivesse acesso ao local. Vamos interrogar as pessoas que ele convivia e mantinha amizades”, finalizou o policial.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.