Francisco César não tinha familiares em Franca. Há cerca de cinco anos, namorava com Regina Cássia Souza, moradora na Rua Minas Gerais, também na Vila Aparecida. Pretendia se casar em breve. Esperava para dentro de duas semanas a visita da mãe, que ainda mora em Pernambuco.
Os namorados se encontraram pela última vez no domingo e passearam pelo Centro. Conversaram por telefone na segunda-feira à noite. No dia seguinte, Regina saiu cedo de casa para resolver problemas particulares e voltou a ligar para César. “Liguei várias vezes, mas ele não atendia. Pensei que ele tivesse ido trabalhar no rancho do patrão e deixado o celular em casa”.
Preocupada com a falta de notícias, ela foi ontem até a casa do patrão e foi informada que o namorado não apareceu no trabalho. “Como não tinha a chave do portão, não tive como entrar na casa dele. Chamei, chamei e ninguém atendeu”. No início da noite, Regina foi buscar filmes em uma locadora na Rua São Paulo. Avistou viaturas e uma aglomeração de curiosos diante da residência do pintor. “Parei e perguntei o que tinha acontecido. Me disseram que ele estava morto”.
Na seqüência, Regina ligou para a mãe dela de um telefone celular e informou, sem fazer rodeios. “Mataram o César”.
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