A dirigente regional de Ensino, professora Ivani Marchesi, disse ter ficado indignada com o caso da suposta discriminação a Marcelo por parte da direção da Escola Estadual “Carmen Nogueira Nicácio”. Diante da situação apresentada pela mãe do menino, um procedimento administrativo será aberto, na Diretoria de Ensino, para apurar as denúncias.
A dirigente ouviu os relatos apresentados pelos familiares da criança, que acusam o estabelecimento de ensino de discriminar o aluno por ele não controlar suas necessidades fisiológicas. “Se é uma coisa que não admito nem dormindo é discriminação. A hora que me ligaram e falaram do assunto, fui lá imediatamente e quero dar uma satisfação pública”.
Marquesi informou que a escola é pública e aberta ao público indiscriminadamente, principalmente ao portador de necessidade especial, e que Marcelo pode assistir às aulas normalmente. “Eu não falei com a mãe, mas pedi para que ela e a direção da escola venham falar comigo. Vamos elaborar projetos e conscientizar as crianças de que o mundo é constituído de diferenças e ele vai assistir às aulas”.
Ivani Marchesi ouviu a diretora enquanto uma supervisora conversou com a professora de Marcelo. Ambas negam que o impedimento tenha existido. “Ela negou para mim, mas pelo sim ou não, ficou lá uma comunicação dizendo que descabe qualquer exigência para criança freqüentar escola pública. Claro que é dever da escola e da família desenvolver medidas higiênicas, mas, no caso dele, se trata de uma questão de doença”.
Para a dirigente, realmente houve discriminação dentro da escola, mas pelos colegas da criança. “As crianças põem apelidos mesmo. Houve sim a discriminação, mas por colegas. Agora, os adultos negam. Vamos apurar”.
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