Mãe denuncia professora e diretora da rede estadual


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A dona de casa Juliana Aparecida da Silva, 26, moradora no Jardim Paulista, ficou revoltada ao saber que seu filho estava sofrendo uma possível discriminação na escola. O garoto nasceu com um problema de saúde conhecido como atresia anal; má-formação anorretal ou ânus imperfurado e, mesmo após a cirurgia para correção do ânus, ele não consegue segurar suas necessidades fisiológica e por isso, às vezes, defeca nas roupas. Os desafios são muitos para a família do menino, que tem 7 anos. Juliana tem outros três filhos e mora com o marido e as crianças em uma pequena casa de três cômodos na Rua Minas Gerais. O drama da criança se agravou após ela sair da pré-escola e ser matriculada na rede estadual de ensino. Já nos primeiros dias de aula, Juliana pôde perceber que não seria fácil manter a criança em meio a tantas pessoas que a discriminavam. “Quando foi para o pré-II, meu filho já estava sendo humilhado pelo problema que tem. Ele ficou só três meses na escola e eu tive que tirá-lo. Agora a história se repete na rede estadual. Continua sendo uma situação muito complicada”. Segundo a dona de casa, quando matriculou a criança na Escola Estadual “Carmen Nogueira Nicácio”, ela chegou a comunicar à secretaria o problema de saúde do filho para evitar problemas. Não resolveu. “Falei para eles. Agora a professora e a diretora falam que não são obrigadas a agüentá-lo na escola. Outras crianças ficam mexendo com meu filho. Ele está sendo humilhado na escola. Já falei. Para lá eu não quero que ele volte mais”, disse Juliana. A tia do garoto, que vem acompanhando o caso, também está revoltada com a situação. “Fui com minha irmã na escola. A professora falou que ela não lava as roupas do menino e que não é obrigada a agüentar o mau cheiro. Minha irmã lava as roupas dele todos os dias. Isso é discriminação porque ele tem esse problema”, disse a dona de casa Daiane Maria da Silva.

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