Problema de Marcelo atinge 1 em cada 5 mil pessoas


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O caso de Marcelo é chamado na medicina como atresia anal; má-formação anorretal ou ânus imperfurado. Isso significa que o reto pode terminar em uma bolsa cega que não se comunica com o cólon ou pode ter aberturas até a uretra, o que dificulta a saída dos excrementos. Podem estar presentes também os quadros de estreitamento e, no caso da criança, a ausência do ânus. As más-formações são causadas pelo desenvolvimento anormal do feto e muitas estão associadas a outros defeitos congênitos. O ânus imperfurado é considerado uma anomalia congênita incomum, que ocorre em 1 em cada 5 mil bebês. Marcelo realizou, quando bebê, a primeira cirurgia para amenizar o problema, onde foi necessária a reconstrução cirúrgica do ânus. Hoje, ele ainda tem que fazer uma nova intervenção para tentar resolver seu problema. A pedido do Comércio, o médico urologista Joaquim Pereira Ribeiro estudou o caso do garoto e, após consultar outro especialista, afirmou que o menino sofre de uma anomalia complexa. “O garoto tem a esfíncter retal (músculo em forma de anel regulador da saída das fezes) muito pequena. A nova cirurgia será uma tentativa de melhorar a continência. Não tem como se dizer que ele poderá ficar completamente curado, mas seu médico, o doutor Robson, está fazendo de tudo para ajudar”. A cirurgia de Marcelo vai ser realizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e, segundo a dona de casa Juliana Aparecida, mãe da criança, ainda não tem data para ser realizada. “Estamos aguardando a resposta da Secretaria de Saúde que, no inicio do mês, pegou a documentação para marcar a operação”.

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