Quem e que prioriza?


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Morador nas imediações do Hemocentro desde 2003, pude testemunhar em três oportunidades a destruição, pelas chuvas, da Avenida Geraldo Teodoro Martins. Nas duas vezes anteriores, a Avenida foi recuperada com amplos investimentos e repavimentada. Desta vez, as obras parecem caminhar para o mesmo destino: após três semanas de intensa movimentação com máquinas e peças gigantes de concreto: tudo está parado. Na Avenida Hélio Palermo: ponte interditada, meia pista, encostas destruídas desde as chuvas e agora, enfim, gente trabalhando, quebrando boa parte das encostas para construir bueiros que possam dar mais vazão às águas. Na Rua Francisco Quintanilha, uma via novinha de acesso foi construída e pavimentada atrás do esqueleto de um prédio. Se passaram cinco carros por ali desde que foi construído, foi muito! Eu tenho a impressão de que o problema está na má utilização do dinheiro público e não na falta dele. No caso da Avenida Geraldo Teodoro Martins: as galerias metálicas que estavam ali não agüentaram por quê? A empresa que fez o serviço foi responsabilizada? A qualidade das obras foi investigada? Nas duas primeiras intervenções, tinham sido colocados tubos de concreto. Agora, parece que estão quebrando o que tinha sido feito, para deixar o córrego aberto. Por que não fizeram assim da primeira vez? Afinal, quem toma essas decisões? Esse alguém é fiscalizado? No caso da abertura do acesso, quem priorizou aquilo? Enquanto há bairros esperando por asfalto por que aplicar dinheiro público em obras desnecessárias ou mal priorizadas? Pierre Bardy é leitor do Comércio da Franca

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