Safra de café deste ano será 60% menor


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Em 2007, mais de 600 mil sacas de café deixarão de ser colhidas nas 13 cidades da região de Franca. Na última safra, no ano passado, foi produzido 1,5 milhão de sacas de 60 quilos, agora, a queda da produção deve ultrapassar os 60%. A bienalidade (fenômeno que acontece em função do ciclo natural da planta e alterna entre um ano de safra alta e outro baixa) e a alta temperatura registrada no ano passado nos meses de agosto e setembro (com quase 30 graus) que prejudicou a florada e conseqüentemente o nascimento dos grãos de café, são as vilãs desta drástica redução. A queda da produção na região é praticamente o dobro da prevista para todo o País, com 26%. Os dados são baseados em um levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que prevê ainda uma safra 45% menor em São Paulo e de até 47% em Minas Gerais em comparação a 2006. Os dados foram divulgados pela Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca e região e revelam ainda que a maior queda será registrada na cidade de Restinga que terá uma safra 87,04% menor. A região de Patrocínio Paulista vem logo atrás com uma baixa de 83,16%. A produção não deverá ultrapassar as 17 mil sacas. O presidente do Sindicato Rural de Patrocínio e diretor e segundo-tesoureiro da Faesp (Federação da Agricultura do Estado de São Paulo), Irineu Andrade, disse que a queda, apesar de alta, era a esperada. “Muitos produtores não trataram a plantação, já que sabiam que a safra deste ano seria menor. Essa previsão não é surpresa”, disse. A safra esperada para este ano só não é menor que a de 2003, quando foram colhidas 562 mil sacas. Naquele ano, uma chuva de granizo danificou grande parte das lavouras da região, principalmente a de Ribeirão Corrente que colheu 27 mil sacas contra as 140 mil no ano anterior. “Quando a planta produz muito fica debilitada e não consegue se recuperar a tempo da próxima safra. Além disso, em razão da grande quantidade de grãos, a planta fica muito machucada durante a colheita e perde muitos nutrientes”, disse Andrade. Diante desse cenário, resta ao produtor conseguir vender o café estocado - a produção do ano passado foi a maior desde 2002 - a preços que garantam o pagamento de empréstimos e mão-de-obra empregada na lavoura.

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