Safra reduzida refletirá na mão-de-obra


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A previsão de 60% de queda na produção de café na região da Alta Mogiana refletirá diretamente no número de vagas geradas todos os anos durante a colheita. Apesar da Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas) de Franca e Região não ter uma estimativa de quantos empregos deixarão de ser gerados durante a colheita deste ano, que começa em maio, as previsões apontam para uma queda igual ou superior ao da produção. No ano passado, em Pedregulho, foram contratados mais de 4 mil pessoas para trabalhar na colheita de mais de 250 mil sacas de café. Neste ano, com uma safra 53% menor, a previsão é que a redução no número de trabalhadores seja praticamente a mesma. “As contratações ainda não começaram, mas acredito que será feita na própria região”, disse o presidente do Sindicato Rural de Pedregulho, Heli Martin. Além da produção menor, os catadores competem ainda com a colheita mecanizada. Do 1,5 milhão de sacas de café da safra passada, cerca de 70% foram colhidos por máquina. E a tendência é que isso continue aumentando a cada ano, assim como tem acontecido nas lavouras de cana-de-açúcar. “Usei e vou continuar usando máquina durante a colheita”, disse o cafeicultor de Restinga, Elber Rodrigues. Uma máquina faz, em média, o trabalho de 160 por dia, gerando redução nos custos para o cafeicultor.

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