Funcionários demitidos do Castelinho ficam sem FGTS


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Cerca de 40 funcionários do Castelinho entre garçons, cozinheiros e chefe de cozinha demitidos no início de março tiveram uma desagradável surpresa ao tentar sacar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A administração do clube havia deixado de depositar parcelas nas contas dos funcionários por doze meses. “Foi um banho de água fria. Trabalhei no clube um ano e seis meses e quando fui buscar meu dinheiro no banco, cadê? De R$ 2,4 mil que pensava em receber, tinha apenas R$ 300”, disse um ex-cozinheiro do clube. Na intenção de enxugar o quadro de funcionários, a diretoria, que tomou posse em janeiro último, demitiu os trabalhadores e terceirizou os serviços de cozinha. Nessa reestruturação, quitou as verbas rescisórias a que funcionários dispensados sem justa causa têm direito, mas o FGTS - que soma R$ 112 mil, incluindo quem ainda está empregado no clube - ficou de fora do orçamento da administração. “Nós tivemos sorte em conseguir pagar todos os direitos trabalhistas. Quanto ao pagamento do fundo, o que fizemos foi parcelar”, disse Clóvis Alberto de Castro, diretor financeiro do Castelinho. Os trabalhadores, contou Clóvis, receberão o fundo de garantia em 60 meses.

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