Mil alunos vão trocar lixo por dinheiro


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Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. A lei de Lavoisier será colocada em prática por 1025 alunos do ensino fundamental (1ª a 4ª série) da Escola Estadual Barão da Franca. Criado há três anos, o projeto de reciclagem do lixo saiu do papel e começa a ser desenvolvido através de atividades lúdicas, aulas teóricas e participação efetiva dos alunos no recolhimento de materiais recicláveis. Em parceria com a Pastoral do Menor, a escola quer incentivar os estudantes a reaproveitar o lixo, transformando-o em dinheiro. Para isso, os alunos serão orientados a trazerem de casa materiais que podem ser reciclados, como papéis, garrafas pets e caixas de leite longa vida, entre outros. A Pastoral ficará responsável pela compra e o dinheiro será usado para custear passeios dos alunos. “Queremos mostrar às crianças que o lixo é luxo e não pode ser jogado pela janela do carro, nos córregos, porque acarreta a poluição ambiental”, disse a diretora da escola, Roseli das Graças Verzola Terente. A coordenadora pedagógica Tânia Cristina Alves Silva reservou um espaço coberto dentro da escola para guardar os materiais. Para incentivar a participação dos alunos, os coordenadores da Pastoral do Menor vão proferir palestras em todas as salas sobre o assunto. Ontem, cerca de 300 alunos das primeiras séries participaram da palestra. A instituição não tem, ainda, previsão de quanto material será arrecadado. Os estudantes, segundo Tânia, estão fazendo mais e começam a levar o que aprendem em sala de aula para fora dos portões da escola. As primeiras séries estão pintando sacolas de lixo para carro em TNT e, em breve, vão distribuir nas ruas da cidade. A idéia é pintar 600 sacolas. “Cada aluno fará uma arte em duas sacolinhas com o símbolo da reciclagem e frases de conscientização”, explica Tânia. RESULTADO Antes mesmo de distribuir as sacolinhas e começar o recolhimento de materiais recicláveis, os professores da escola Barão comemoram o resultado obtido no que diz respeito à questão ambiental. Basta uma conversa com os alunos para sentir os resultados. “Seria bom que todas as pessoas ficassem sabendo disso e nunca mais jogassem lixo na rua”, disse Juliana Almeida, 7, aluna da primeira série. Guilherme Robruz, 7, concorda com a coleguinha: “Estou gostando de aprender isso. Temos que parar de poluir o mundo senão um dia não vamos conseguir respirar”.

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