Os trabalhos da Comissão de Sindicância formada pela Câmara para encontrar um projeto de lei adulterado em 1990 e o processo que apurou a irregularidade começou morna. A investigação foi aberta depois que o promotor da Cidadania, Paulo Borges, instaurou inquérito para apurar a fraude, que teria sido cometida para beneficiar empregados da Câmara. A comissão espera encontrar os documentos até 25 de abril.
Ontem, Fábio Cruz, vereador que integrou a sindicância à época, disse que o então diretor-geral, Realindo Júnior, e a funcionária Anéria Faleiros - a mesma do disque-sexo - assumiram a fraude, versão que se confronta com a de Realindo. O funcionário confirma a modificação, mas a trata como uma simples “adequação de técnica legislativa”, diz que “não houve benefício individual com a alteração”.
Realindo é apontado como o último a ter acesso ao processo, mas diz que o devolveu ao arquivo. O ex-vereador diz o mesmo em relação ao projeto de lei.
Ainda foram ouvidos Luiz Henrique Goulart, responsável pelo protocolo, e o ex-assessor de comunicação da Câmara e autor da denúncia ao Ministério Público, Renê Moreira. Renê disse que encaminhou ao MP documentos que recebeu de uma fonte, mas não revelou sua identidade. Goulart atestou apenas que, desde 2005, quando assumiu a Divisão de Protocolo, ninguém solicitou os documentos.
A comissão deve ouvir mais quatro pessoas, entre elas o diretor administrativo da Casa, Afonso de Souza Filho, e o chefe do protocolo no início dos anos 90, Synésio Faleiros.
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