Após uma desgastante viagem, que durou mais de 19 horas, o Franca Basquete chegou, às 21 horas de ontem, à cidade de Rafaela, na Província de Santa Fé, na Argentina. Apesar do cansaço, os jogadores se disseram prontos para enfrentar o Ben Hur, hoje, às 21h15, no Ginásio Coliseu, pela Liga Sul-Americana de Basquetebol.
O pivô Murilo era um dos mais animados. Ele afirmou que o adversário, apesar de forte, não é imbatível. “Não viemos de tão longe para perder. Nosso objetivo é vencê-los dentro da casa deles e também em Franca”, disse, enquanto escolhia revistas em uma banca.
Para chegar à Argentina, o caminho percorrido pela delegação do Franca Basquete foi longo. De ônibus, deixaram a cidade às quatro da manhã de ontem. Chegaram ao aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, às 11 horas, e às 13 horas embarcaram para Buenos Aires. Uma vez na capital argentina, deslocaram-se 45 quilômetros para outro aeroporto destinado a vôos locais. Aí, esperaram o vôo para Rafaela, que só saiu às 19h30. Enfim, perto das nove da noite, jogadores e comissão técnica chegaram a Rafaela.
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Para o pivô Mineiro, a longa viagem não será motivo para queda no rendimento dentro de quadra. “Estamos preparados para isso. Vamos entrar voando baixo para buscar o resultado positivo. E acredito que conseguiremos”, disse. O técnico Hélio Rubens Garcia marcou um treinamento para a manhã de hoje, no local do confronto, a fim de que os jogadores façam o reconhecimento da quadra. “É importante esse contato com o piso, com o ambiente. Por isso, resolvi marcar um treino para as 10 horas”.
A postura de Hélio Rubens sobre o Ben Hur é de preocupação. Principalmente pelo fato do rival ter sido derrotado, domingo, pelo Libertad Sunchales, em casa, em jogo válido pela Liga Nacional Argentina. “Isso só aumenta a responsabilidade deles em mostrar resultados para seus torcedores. É mais um motivo para estarmos sempre precavidos”, disse.
Quem não poderia deixar de ser notado no saguão do aeroporto era o ala Rogério. Aos 36 anos, era um dos mais animados com a possibilidade de defender o Unimed/Franca na semifinal da competição. “Será o meu quarto título. Já ganhei pelo Vasco (em 99 e 2000) e Uberlândia, mas por Franca a sensação é diferente”, disse. “Sabemos das dificuldades, mas vamos nos esforçar para conseguir ganhar essa Liga para a cidade”.
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