Objetos antigos e curiosos enfeitam bar em Batatais


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José Gonçalves posa ao lado dos objetos antigos que são colecionados há anos
José Gonçalves posa ao lado dos objetos antigos que são colecionados há anos
Um relógio de parede da extinta Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Logo abaixo, um ferro de passar roupas a brasa. No chão, sobre uma antiquíssima mesinha de canto, uma máquina de costura de mão com mais de 50 anos. Não se trata de um museu, antiquário ou brechó. Nada disso. Estes objetos e outros tantos estão por toda parte chão, paredes e teto do Bar e Mercearia Santa Luzia, um pequeno bar na esquina da Rua Arthur Lopes de Oliveira com a Avenida General Osório, no Bairro Riachuelo, em Batatais. O proprietário, José Carlos Gonçalves, 55, o lendário Calila, coleciona tudo quanto é tipo de objetos que se possa imaginar: de chupeta a instrumentos musicais. Milhares. “Impossível contar”, diz ele. Sempre cabe mais alguma coisa para disputar um espaço de cerca de três metros quadrados com freezers de bebidas e balcões de produtos típicos de qualquer bom boteco que se preze: salsichas em conserva, paçoquinhas e pirulitos. “Meus filhos não conheciam certos objetos antigos, como as maquininhas de costura de mão. Como queria levar este conhecimento a eles, fui buscar uma para eles conhecerem o funcionamento”, conta Calila. [FOTO2] Assim começou. Em pouco tempo as máquinas de costura já somavam três. Panelas de ferro antigas foram expostas e despertaram a atenção dos fregueses mais atentos, que começaram a “contribuir” para o aumento do acervo do museu improvisado. Relógios, de pulso e de parede, despertadores, lamparinas, lampiões. A coleção se ampliava também à medida que a curiosidade dos filhos era aguçada. Calila divide o tempo atrás do balcão do bar - “bem freqüentado”, enfatiza - com a manutenção de seu minimuseu particular e a música. É um exímio tocador de viola e violão e, durante o Carnaval, intérprete da Escola de Samba Castelo, atual campeã do Carnaval batataense. Depois de mostrar, empolgado, diversos objetos curiosos, Calila é taxativo ao responder se os objetos funcionam. “Mas é lógico”, responde ele. “O que não funciona eu não guardo. Tem que funcionar”, completa.

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