Sem chuvas, cidade vira canteiro de obras


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Pelo menos 13 obras na cidade estão “pegando fogo”. Com a trégua das chuvas, as construções ganharam ritmo. Construtoras até reforçaram a mão-de-obra para tentar recuperar os atrasos de até três meses provocados pelas águas intensas em outubro e dezembro passados. Se o clima contribuir, a cidade viverá uma enxurrada de inaugurações nos próximos meses. Os engenheiros responsáveis pelos novos prédios acreditam que pelo menos 12 dos novos empreendimentos estarão finalizados até julho. Apenas o campus da Unesp “Jornalista Corrêa Neves” ficará para 2008. A Ala de Oncologia Infantil do Hospital do Câncer foi uma das que receberam mais funcionários há duas semanas. Com expectativa de ser entregue em 60 dias, mais 14 pessoas (35 no total) ajudam a rebocar e concluir a parte hidráulica e elétrica da nova instalação. “Estamos na fase de acabamento, rebocando as partes internas e no contrapiso do subsolo. No começo de junho deve estar pronta”, disse o engenheiro Fernando Aurélio Vieira. Próximo ao hospital, o novo campus da Unesp concentra uma verdadeira força-tarefa no levantamento das paredes e construção de lajes das salas de aula. A construtora MVG Engenharia e Construções, responsável pelo local, trabalha com 120 funcionários, sua capacidade máxima. A construção do Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) - nova denominação para a antiga Febem - de Franca também atrasou alguns meses. A previsão era terminar em fevereiro, mas mudou para maio. “No início das obras, de 90 dias de trabalho, choveram 70 com médias acima de 5 milímetros, o que torna a construção impraticável”, disse Alexandre Piovesan, engenheiro da Consladel, responsável pela unidade. Ao todo, a empresa tem 110 homens. Luís Fernando Rosa, engenheiro civil da Secretaria de Planejamento Urbano, responsável por acompanhar o andamento das obras, comemora os dias de sol das últimas semanas. Com o fim de ano chuvoso, a conclusão de todas as construções atrasaram, mas agora elas estão agilizadas. “Tivemos de editar muitos prazos de entrega por causa das chuvas. A tendência agora é que tudo deslanche. Na estiagem, as obras desenvolvem bem.” A intenção do município é entregar dois velórios e a Creche do Recanto Elimar no mês que vem. Pelo menos 250 pessoas trabalham nos 13 canteiros de obras. Os investimentos em todos os locais superam os R$ 24 milhões. Estão sendo erguidas três creches, três escolas, dois velórios, IML (Instituto Médico Legal), Ala Infantil do Hospital do Câncer, Aldeia SOS, Febem e o novo campus da Unesp. (NL)

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