Quem apertaria o botão?


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(Para entender o assunto: A Editoria de Opinião do Comércio continua recebendo mensagens sobre o artigo “Pena de Morte” do promotor Paulo Pereira da Costa, publicada em 17 de março, no qual o articulista fazia a pergunta “Quem apertaria o botão?” se a pena de morte fosse implantada no Brasil. Um dos leitores, José Tadeu, pai de advogado morto durante assalto, disse que seria capaz de praticar a ação - confira no link http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=14973. O assunto continua em debate). Sr. José, como pai e avô, sinto muito pelo que o senhor e sua família passaram. Acredito que a revolta seja muita e talvez até justificável, mas, de que adianta mandar para a morte um bandido? Acredito que se o senhor e sua família abandonassem o clamor de vingança e pensassem que, ao contrário da “pena de morte” que nada acrescenta aos maus e não deixa a consciência dos bons tranqüila, e passassem a pensar que o ideal é lutar para que haja leis mais duras, contendo a possibilidade da prisão perpétua, poderia haver alguma diferença. Penso em prisão perpétua mesmo e não o que existe hoje, com o máximo de 30 anos repletos de regalias entre elas a de poderem cumprir 1/3 ou 2/3 da pena e se livrarem porque estavam alcoolizados ou drogados no momento do crime. Acho que a possibilidade da prisão perpétua, para toda a vida, em prisão fechada e de segurança máxima, sem celular, televisão, visitas íntimas ou de familiares, poderia fazer o preso refletir e aos outros bandidos, pensarem duas vezes antes de cometerem crimes bárbaros. Entendo, sr. José, que isso seria melhor do que a pena de morte. Com esta atitude, enganos seriam sanados e nunca teríamos que nos lamentar por ter dado fim a vida de um inocente. Que Deus seja bom com você e sua família e tire todo o ódio que vai em seus corações. Acredite, Deus existe e saberá confortá-los. De um pai e avô que ama os seus semelhantes e que não saberia como agir se passasse o que vocês passaram. Pedro Raphael Sabbato é leitor do Comércio da Franca

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