Filtro solar, bota, chapéu, berrante, música sertaneja, córregos, matas preservadas, árvores centenárias, serras que pareciam sair de um cartão postal e muita disposição para um percurso de mais de 20 quilômetros entre a Fazenda Santa Gemma, no município de Franca, e o Clube Recanto do Sol, em Claraval (MG). Foi assim, ontem, a 6ª Cavalgada das Águas do Rio Canoas organizada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Franca e a Associação Ecológica Amigos do Rio Canoas.
O evento começou após um farto café da manhã e bênçãos de um religioso. Homens, mulheres, jovens e crianças, que somavam mais de 200 participantes, além da equipe de reportagem formada por mim (Marco Felippe) e pelo fotógrafo Divaldo Moreira, se misturaram e juntos puderam apreciar as ações da natureza e também aprender sobre como preservar o maior manancial que abastece a cidade.
Tiago Maldonado, 15, foi acompanhado da família e ficou impressionado com as cenas do passeio. Entre elas, a quantidade de areia (assoreamento) no leito do Rio ocasionado pelas chuvas ocorridas entre outubro e janeiro e o desmatamento provocado pelo homem. “As pessoas não têm consciência sobre a importância de preservar o meio ambiente. Estão destruindo o nosso futuro”.
Para Rui Engrácia, gerente distrital da Sabesp e organizador do evento, a iniciativa é uma oportunidade para refletir sobre como agir em prol do meio ambiente. “Precisamos ter limites, caso contrário, seremos vítimas de nossas próprias ações”. O encerramento da cavalgada aconteceu após cerca de cinco horas, com um almoço festivo para todos os participantes.
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