A história do casal João Carlos e Maria Aparecida Buranelli, que conseguiu casar na Igreja após a nulidade do primeiro matrimônio de João, serve hoje como exemplo nas reuniões da Pastoral da Segunda União em Franca. Destinada a casais em que um ou os dois já tenham se casado na Igreja Católica, a pastoral existe há cinco anos e está aberta para receber novos integrantes.
Atualmente, 30 casais participam dos encontros e trocam experiências sobre a vida a dois. Nas reuniões, eles também estudam a bíblia e recebem orientações e instruções de casais mais experientes. “Há encontros anuais, reuniões mensais em grupos menores e um encontrão mensal. Todos os participantes se sentem amados, pois a Igreja olha pela sua família”, explicou o assessor e um dos maiores incentivadores da pastoral, Dom Diógenes Silva Matthes.
O pedido de nulidade do primeiro matrimônio junto ao Tribunal Eclesiástico é uma das instruções passadas na Pastoral da Segunda União. Os interessados em integrar o time dos “descasados” que querem voltar para a Igreja podem procurar por informações nas paróquias de Franca ou de outras cidades da Diocese. “Todos os padres já foram instruídos para acolher esses casais. A recomendação é para que não os abandone”, disse Dom Diógenes.
De volta à Igreja, os casais em segunda união só não podem comungar e confessar. Os demais atos como freqüentar missas, rezar, fazer caridade, batizar filhos e ser padrinhos de batismo e de crisma são permitidos.
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