Quem abre o site da Diocese de Franca, no endereço www.diocesedefranca.com.br, encontra logo na primeira página a frase: Bento XVI não escreveu “O divórcio é uma praga”. O artigo, assinado pelo bispo Dom João Bosco Oliver de Faria, da Diocese de Patos de Minas, Minas Gerais, trata a respeito do documento “Sacramentum Caritatis” divulgado pelo Vaticano no dia 13 de março. Nele, o papa teria reafirmado o celibato para sacerdotes, reiterado a proibição do casamento gay e condenado a união de divorciados.
Com o uso do termo ‘piaga’ em italiano, o bispo diz que o papa foi mal interpretado e a palavra traduzida de forma errada. Para o religioso, a intenção era dizer que o divórcio causa dor e deixa uma ferida aberta. Traduzido para o português, ‘piaga’ significa chaga e não praga como ficou declarado. “O papa em nenhum momento quis dizer isso. Ele considera o divórcio como uma ferida na família e não uma praga”, explicou o padre Adriano Henrique da Silva, juiz instrutor e auditor da Câmara Eclesiástica de Franca, que trabalha diretamente com casais divorciados.
Dom Diógenes Silva Matthes, bispo emérito da Diocese de Franca e grande incentivador da formação da Pastoral da Segunda União, endossa as palavras do padre. “O papa foi mal interpretado, cochilaram na tradução, mas isso não afasta os casais que estão na Igreja. Além disso, a instrução é para que todos os padres acolham com amor os casais em segunda união”.
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