Em Montevidéu: cultura, dez. Boemia, nota (quase) zero


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Montevidéu tem 1,5 milhão de habitantes, metade da população do Uruguai. É a capital, o centro financeiro, comercial e turístico do país. Os dias são movimentados, com o vaivém de pessoas típico das grandes cidades. Há muito o que fazer sob a luz do sol: lugares interessantes, bares sofisticados, monumentos históricos. Mas, à noite, as opções são pífias. As poucas boates são a única saída para os notívagos. A estudante de administração Jacqueline Perez, 24, diz que já esteve no Rio de Janeiro em 2005 e descartou comparações com sua Montevidéu. “Aqui todo mundo acorda muito cedo, seja para trabalhar ou estudar. Mesmo nos finais de semana, a cidade é parada”, disse. “Fiquei uma semana no Rio e me espantei. Vocês, brasileiros, não dormem. A noite parece dia”. Nos passeios, o ginásio El Cilindro é imperdível. Com capacidade para 10 mil torcedores, sua imponente construção é vista a quilômetros. Tem o formato de uma panela gigante. Ainda no âmbito esportivo, impossível não falar no Estádio Centenário, onde foi realizada a primeira copa do mundo de futebol, em 1930, ganha pelo Uruguai. Com capacidade para 80 mil pessoas, é orgulho da população local. Após recente reforma, foram instaladas cadeiras estofadas em todo o estádio. Dentre a modernidade, porém, há um sinal de nostalgia. As primeiras 300 cadeiras, em cimento puro, foram conservadas. São o dengo dos uruguaios. Outros pontos tradicionais são a gigantesca Praça da Independência (o Uruguai pertenceu ao Brasil, como Província Cisplatina, até 1828), o Museu da Guerra, com várias aeronaves e o Palácio do Legislativo, onde ficam os deputados federais uruguaios e cuja parte externa, imensa, é toda construída em mármore italiano.

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