O povo uruguaio é muito parecido fisicamente com o brasileiro. Que fique claro: eles não têm traços indígenas como grande parte dos chilenos, bolivianos e peruanos. Pele morena clara e olhos verdes são muito comuns. Curiosamente, poucas mulheres têm cabelos pintados. Adoram perfumes, que tomam conta das ruas.
No entanto, basta ir a um local público, exceção feita a praças esportivas, para se notar as diferenças. Durante um almoço na praça de alimentação de um grande shopping center, com dezenas de mesas ocupadas, pode-se ouvir perfeitamente o noticiário na televisão.
Todos falam baixo. Segundo Carlos Santiago, segurança do shopping, o principal motivo para o “fenômeno” é a idade da população uruguaia. “A maior faixa etária aqui é entre 40 e 55 anos. As pessoas se casam acima dos 30 anos e têm, no máximo, um filho ou dois”, disse.
O nível cultural do uruguaio é superior à média brasileira: 90% da população da capital tem o colegial completo, o que equivale a nosso Ensino Médio. A política é tema recorrente em qualquer bate- papo de botequim. O presidente Lula é ídolo por lá. É comum ver pichado nos muros “salve Lula, el mayor do Mercosul”.
O mandatário norte-americano George W. Bush, por outro lado, é odiado. A frase “Fora Bush: asesino” também é muito comum.
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