Pouca gente sabe como um jogo de basquete ou futebol pode ser transmitido ao vivo para Franca, de outras cidades, Estados ou até países. O responsável pela técnica externa da rádio Difusora, Antônio Carlos Fernandes, o “Xaropinho”, há 37 anos coordenando transmissões esportivas, explicou que o processo é relativamente simples. “Pedimos uma linha telefônica e instalamos, no local do evento, equipamento para decodificar o que narrador, repórter e comentarista falam em sinais telefônicos”.
A partir daí, realiza-se o efeito inverso, com o sinal voltando e sendo transformado em ondas radiofônicas, que chegarão aos rádios dos ouvintes. Segundo o técnico, o som chega em tempo real, independente de onde estiver acontecendo a disputa. “É fantástico e empolgante”.
O problema mais comum é quando não há linha instalada no local do evento. Quando isso acontece, é um corre-corre tremendo. “Tem que achar o responsável da empresa de telefonia, que vai acionar um técnico de plantão para resolver o problema”, diz Fernandes.
Mas nem sempre isso acontece. Foi o caso de uma partida entre Franca e Santo André, no ano passado, pelo Campeonato Paulista.
Não havia linha no ginásio e ninguém foi encontrado para fazer a instalação. “Fizemos o jogo inteiro por um aparelho celular. Dá para fazer, mas a conta telefônica fica um absurdo. O dono da rádio não gosta”, brincou o narrador Carlos Zacarelli.
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