Zilma Gomes, 52, zeladora, mora numa das últimas ruas do Jardim Aeroporto III. No ano passado, ela e a filha Claúdia, mãe de Camila, 4, e Isabela, 7 meses, comemoraram a notícia de que a UBS (Unidade Básica de Saúde) do bairro teria uma sala de vacina. A Prefeitura investiu R$ 43 mil para reformar e ampliar o local e prometeu começar a aplicação de vacina nos dias seguintes à inauguração, em setembro de 2006. Mas já se passaram seis meses e a nova sala continua fechada.
Enquanto isso, Zilma e outras moradoras no bairro são obrigadas a se deslocar em até a UBS do Aeroporto I para manter a carteirinha de vacinação das crianças em dia. “É longe. Com criança, não dá para ir a pé, mas não é sempre que temos dinheiro para ônibus”, disse a avó. Os dois bairros ficam cerca de dois quilômetros distantes um do outro.
A chefe da UBS do Aeroporto III, que se identificou como Heloísa, não quis falar sobre o assunto. O jornal tentou contatos com o secretário da pasta, Alexandre Ferreira, por telefone e e-mail durante dois dias, mas não obteve respostas.
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