Franca terá o dobro de água em 2011


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A nova estação de captação será construída às margens do Rio Sapucaí, próximo do cruzamento entre a Estrada Rio Negro e Solimões e o curso d’água, pouco antes da foz do Rio Santa
A nova estação de captação será construída às margens do Rio Sapucaí, próximo do cruzamento entre a Estrada Rio Negro e Solimões e o curso d’água, pouco antes da foz do Rio Santa
O fantasma da falta d’água em Franca deve estar afastado até 2011. A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) já tem disponíveis os R$ 73 milhões que devem ser gastos com a construção da nova estação de captação de água do Rio Sapucaí. As obras devem começar no início do ano que vem. A nova fonte de água dobrará a capacidade de abastecimento da cidade. Mas calma. A concretização de todo o projeto ainda depende da assinatura do contrato entre a Sabesp e a Prefeitura de Franca para o gerenciamento dos serviços de água e esgoto do município por mais 30 anos que ainda não tem data para ocorrer. Atualmente, dois rios são responsáveis pelo abastecimento da cidade. Do Rio Canoas, a Sabesp extrai 800 litros por segundo em média. Do Rio Pouso Alegre, são extraídos outros 250. “É o suficiente para abastecer toda a cidade. O problema da falta de água acontece só em épocas de grande estiagem, quando a captação diminui, ficando abaixo dos 900 litros por segundo”, explica o gerente distrital da Sabesp, Rui Engrácia. O consumo médio da cidade é inferior a 800 litros por segundo, mas, em momentos de pico ou períodos muito quentes, pode superar os 1.200 litros. “Sem a nova captação, não temos como atender a toda a demanda. Acaba faltando água mesmo. Esse é um problema que ainda deve se repetir”. Com a nova captação, que levará quatro anos para começar a operar, as possibilidades de seca estariam afastadas. Outros 1023 litros por segundo seriam incorporados ao sistema de abastecimento da cidade. “A idéia do Sistema Sapucaí é complementar o sistema atual. À medida que a demanda for aumentando, vamos aumentando o bombeamento”, disse Engrácia. O gerente distrital da Sabesp não tem dúvidas de que é no novo sistema de captação que está o futuro do abastecimento da cidade. “A vazão do Sapucaí permite extrair de lá até 5 mil litros por segundo. O futuro da água de Franca é o Sapucaí-Mirim”. A abertura dos processos burocráticos para que a nova estação comece a sair do papel ainda depende da assinatura do contrato que garante à Sabesp continuidade do gerenciamento dos serviços de água e esgoto de Franca. Somente depois da formalização do acordo é que a licitação para a escolha da empresa responsável pelas obras será aberta. “Para a realização de uma obra grandiosa e cara como esta, a Sabesp precisa ter a segurança de que permanecerá em Franca por mais três décadas. Essa segurança é o contrato assinado”, disse Engrácia.

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