Mais de 9 mil pessoas da região de Franca que recebem aposentadoria por invalidez -ou seja, deixaram de trabalhar por algum problema de saúde e passaram a receber pensão - devem passar por perícia médica a partir de julho para continuar recebendo o benefício. O INSS acredita que muitas delas estejam em condições de voltar ao trabalho.
A unidade do INSS de Ribeirão Preto, que responde pelos 11 municípios da microrregião de Franca, será a responsável pelos agendamentos, que serão feitos com antecedência. De acordo com a direção da unidade, será feito um levantamento interno para determinar por quais cidades o controle deve ser iniciado.
O trabalho deve durar, em todo o Brasil, um ano e meio para ser concluído, variando de região para região conforme o montante a ser atendido. No total, serão 2,2 milhões de perícias médicas. A direção da unidade de Ribeirão Preto não sabe informar, contudo, quanto tempo o procedimento deve demorar na região.
REGRAS
Esse será o primeiro `censo` a ser realizado pelo governo federal. A partir daí, os beneficiários terão que passar por um novo exame médico dois anos depois de ser contemplado com a aposentadoria. Quem hoje recebe mas ainda não completou dois anos será submetido a perícia quando chegar aos 24 meses do benefício.
De acordo com a diretoria do INSS em Brasília, inicialmente serão chamados os aposentados que têm entre dois e cinco anos de aposentadoria. Aqueles que passarem pela perícia médica e puderem voltar a trabalhar, terão o benefício cortado. "A revisão das aposentadorias por invalidez é uma das mais importantes medidas de gestão", disse Valdir Moysés Simão, presidente nacional do INSS.
Quem for considerado impossibilitado receberá o benefício pelo mesmo tempo (em meses) que recebeu a aposentadoria e depois passará por novo exame. Desta forma, quem é aposentado há quatro anos terá o dinheiro garantido por quatro meses.
Já quem está aposentado por invalidez há mais de cinco anos deve receber o benefício normalmente por mais 1,5 ano, tempo previsto pelo governo para que o censo seja concluído. Após esse prazo, também serão submetidos ao exame e a perícia médica será realizada, de forma rotineira, de dois em dois anos.
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