Há um mês, o desempregado Fábio Henrique Paulino, 17, foi encontrado morto com um tiro nas costas após tentar roubar uma chácara no Condomínio Três Porteiras. Para a Polícia Civil de Franca, o crime está esclarecido e não restam dúvidas de que o médico PLZ, 68, matou o assaltante que havia invadido sua propriedade. "Pelo que apuramos no inquérito, ele é o autor do disparo que vitimou Fábio", afirmou o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pela equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O policial vai indiciar o médico por homicídio e encaminhar o inquérito para apreciação da Justiça.
O assassinato aconteceu na noite de 22 de fevereiro, uma quinta-feira. Fábio foi encontrado morto por volta de 22h15 em meio a um denso matagal, às margens da Rodovia Ronan Rocha, entre Franca e Patrocínio Paulista. Três horas antes, o jovem e um comparsa haviam invadido a chácara do médico para roubar. Foram recebidos à bala e fugiram sem nada levar. A vítima morreu a cerca de 800 metros do local do assalto.
Apontado desde o início como o principal suspeito, PLZ foi intimado a prestar depoimento horas após o crime, mas deixou a cidade às pressas. Foi submetido ao exame residuográfico, que constatará se ele realmente atirou - mas ainda não saiu o resultado. No dia 13 de março, esteve na sede da DIG acompanhado de um advogado. Nervoso e contraditório em suas palavras, pouco acrescentou às investigações, chegando a negar que teria atirado no menor. Ficou acertado que deveria se apresentar novamente ontem, para novo depoimento, mas não apareceu.
Apenas o advogado foi à delegacia e informou que seu cliente estaria internado em São Paulo por causa de problemas cardíacos. "Acredito que ele esteja mesmo com problemas de saúde, mas isso não muda a apuração do crime. Vamos indiciá-lo como o autor do homicídio, tendo em vista que há fortes indícios contra ele", completou o delegado.
Pesam contra o médico depoimentos de testemunhas e dos seguranças do condomínio, além de laudos periciais feitos na chácara e juntados ao inquérito policial. "Não restam dúvidas, o único autor do disparo foi o médico. Houve uma luta corporal dentro da residência e ele atirou, talvez, até na tentativa de se defender.
O comparsa do bandido morto relatou a familiares essa versão. Para nós, houve o homicídio. Caberá ao advogado de defesa dizer se foi em legítima defesa ou não. Vale lembrar que o Fábio foi atingido pelas costas", completou o delegado Márcio Murari.
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