Câmara adia, mais uma vez, o reajuste dos servidores públicos


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Depois de muita discussão e uma votação apertada, a Câmara Municipal adiou por mais uma semana a apreciação do projeto de autoria do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) que pretende conceder 3,08% de reajuste aos funcionários. A proposta determinou a formação de dois “exércitos” no plenário. O primeiro deles, liderado pelo presidente do Sindicato dos Servidores, José Nhozinho Sales, o Paraná, e composto também pelos petistas Gilson Pelizaro e Silas Cuba, era a favor da postergação. O segundo era comandado pelo secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, Jerônimo Sérgio Pinto, e completado pelos “recrutas” de Sidnei, Jepy Pereira e Marcelo Valim (PSDB). Os pró-adiamento acusaram o prefeito de intransigência. Paraná acusou a Prefeitura de não abrir espaço para as negociações e o prefeito de intransigência. “O servidor está angustiado com a forma desrespeitosa que tem sido tratado”, disse. O presidente do Sindicato criticou a reunião realizada na última sexta e disse que ainda aguardava a contraproposta prometida para ontem. “O que nós ouvimos foi só não, não e não. Nem mesmo o compromisso da contraproposta foi cumprido”. Favoráveis à aprovação mantiveram o discurso da Prefeitura. Afirmou que o aumento proposto nada mais faz do que cumprir com a obrigação constitucional de repor perdas salariais e que não impediria a continuação das negociações - os servidores pedem um reajuste de 14,2% no total. Ao Comércio, Jerônimo disse que a apresentação de uma contraproposta deve ocorrer em breve. “Vamos fechar isso até o final da semana”. A disputa acirrada no debate foi encerrada com o pedido de adiamento feito por Silas Cuba, mas se traduziu nos votos: sete a sete e a responsabilidade do desempate para o presidente Joaquim Ribeiro (PSB). Joaquim decidiu pelo adiamento. “A verdade aparece da discussão. Se existe insatisfação de uma das partes, mais uma sessão não cria dificuldade”, disse o dono do voto de minerva. Sindicato e Prefeitura devem se reunir novamente em data ainda indefinida. “Vamos reabrir a negociação dos outros itens. Depois disso, é hora de uma assembléia apreciar esse retorno prometido pela administração”, disse Paraná.

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