A auxiliar de enfermagem Maria Pessoni, 58, é carinhosamente chamada de anjo da guarda pelos pacientes que atende. Todos dizem ter melhorado as condições de saúde depois de passarem a ser tratados pelas mãos dela, no programa Curativo Domiciliar.
Para a sapateira aposentada Maria de Lourdes Marinho, 80, a profissional foi "enviada por Deus". Antes de ser integrante do programa, a paciente, que tem úlcera nos pés desde 1957, precisava ir de ônibus até uma UBS (Unidade Básica de Saúde) para fazer a assepsia das feridas. Pelas dificuldades de se deslocar, ficava com a mesma faixa por mais de um dia. Agora, a limpeza dos ferimentos e tratamento com pomadas são feitos com maior freqüência.
A enfermeira faz a substituição do curativo num dia e no outro um familiar assume os cuidados. "Ela ensinou meu filho a trocar a faixa. Estou bem melhor. Antes, as feridas ficavam na carne viva, mas estão cicatrizando mais", disse Maria de Lourdes, que mora na Vila Monteiro e recebe a equipe do Curativo Domiciliar às segundas, quartas e sextas-feiras faz dois anos. "A Maria é mesmo uma criatura do céu, muito cuidadosa, paciente e dedicada."
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João Batista dos Santos, 68, sapateiro aposentado, começou a receber os cuidados da auxiliar de enfermagem Maria Pessoni mais recentemente. Há duas semanas, foi integrado ao Curativo Domiciliar. João vive numa cama, depende de soro, alimenta-se por sonda e usa aparelho de oxigênio. Ele tem câncer de próstata e, após sofrer dois AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais), ficou com seqüelas. Não fala, nem anda e depende de fraldas. Para complicar, está com três grandes feridas (escaras) no corpo e precisa fazer curativo nelas diariamente.
Maria faz dia sim, dia não e a sobrinha dele, Rosali dos Santos, 57, com quem está morando, troca as gazes e faixas nos dias que a enfermeira não o faz. Rosali considera o serviço prestado pela equipe da Secretaria de Saúde importante. "É uma bênção. O trabalho é excelente e veio em boa hora. Se não cuidar direito das feridas, elas dão mau cheiro. Até faço, mas o realizado por uma profissional com experiência de anos como a Maria nem se compara", disse a moradora da Vila Chico Júlio.
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