Marcela pode entrar para a história


| Tempo de leitura: 1 min
Ao ultrapassar os quatro meses de vida, a pequena Marcela de Jesus Galante Ferreira pode entrar para a história. O neurologista infantil Aron Diament, um dos mais renomados do País, disse que em 40 anos de experiência nunca conheceu casos de bebês anencefálicos que sobrevivessem aos quatro meses. A pediatra Márcia Barcellos, que acompanha a criança desde o nascimento, não esconde o entusiasmo em ver Marcela chegar tão longe. “O caso dela é uma raridade. Ela passou por cima de todas as previsões. Estou inclusive preparando um material para publicar em revistas de medicina. Como nada foi publicado sobre ela, muitos especialistas não têm conhecimento do caso”, disse Márcia. Marcela também poderá ser motivo de estudo de especialistas de Ribeirão Preto. O caso foi encaminhado pelo médico João Soares que fez uma ressonância magnética no bebê há uma semana no Hospital São Joaquim, em Franca. Segundo Márcia, a criança é o único bebê anencefálico vivo no País neste momento. O estado de saúde de Marcela tem permanecido estável. Em dezembro, ela teve uma parada cardíaca e uma respiratória, mas reagiu bem e se recuperou. Em quatro meses, o bebê passou por dois exames, sendo o último há sete dias. Ela foi submetida a uma ressonância magnética. O resultado não foi surpreendente. O tronco cerebral mantém a criança respirando e outros órgãos, como coração, funcionando perfeitamente.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários