Familiares de Luiz Fabiano Pereira, o fiscal do Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) que desapareceu nas Águas do Rio Canoas, sábado de madrugada, passaram o fim de semana em Claraval (MG) acompanhando de perto as buscas. Alimentavam esperanças de encontrá-lo com vida. Às 17 horas de ontem, a agonia deles chegou ao fim da pior maneira possível. Depois de dois dias de intensa procura, os bombeiros de Passos (MG) localizaram o corpo. A vítima estava presa em alguns galhos de árvores a cerca de quatro quilômetros do local do acidente.
Testemunhas disseram que Luiz Fabiano e um amigo passaram a noite de sexta-feira tomando cervejas em um bar no Centro de Claraval. Retornaram para Franca às 23h30, mas o carro que estavam se descontrolou e caiu na ponte que divide os dois municípios. Fabiano Antônio da Silva, 32, conseguiu se salvar. O fiscal do Crea foi arrastado pela correnteza.
Desde a manhã de sábado, os soldados Alex, Alessandro, Aguiar, e o sargento Everson montaram acampamento em Claraval e fizeram uma completa varredura numa extensão de 20 quilômetros do Rio Canoas. Já estavam quase finalizando o trabalho de buscas, ontem à tarde, quando encontraram o corpo nas margens do rio, nos fundos do cemitério da cidade. “O corpo estava boiando em um remanso e apresentava muitos ferimentos. A correnteza, a água suja e a grande quantidade de galhos dificultaram as buscas e impediram que a vítima fosse encontrada antes”, comentou Everson.
Pouco antes do encontro do corpo, familiares de Luiz Fabiano estiveram em Claraval e se esforçaram para tentar reforçar as buscas. Queriam o apoio dos bombeiros de Franca e tentaram alugar um helicóptero. “As horas vão passando e o desespero aperta. Se Deus quiser, vamos encontrá-lo com vida. Tenho essa esperança no coração, mas é só Deus e Nossa Senhora Aparecida que sabem, né?”, comentou Benedito Carlos Pereira, pai de Luiz Fabiano, antes de receber a trágica notícia.
Até a noite de ontem, o IML (Instituto Médico Legal) não havia liberado o corpo para velório e sepultamento.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.