Reajuste volta à pauta da Câmara; sindicato estuda apelar para greve


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Secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto afirma que o reajuste proposto é uma “obrigação”
Secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto afirma que o reajuste proposto é uma “obrigação”
O projeto que prevê reajuste salarial de 3,08% aos funcionários públicos municipais é um dos oito em pauta na sessão de hoje da Câmara, que acontece às 14 horas. O prazo de uma semana para discussão da proposta, ganho com o adiamento da última sessão, não foi suficiente para um acordo entre Prefeitura e Sindicato dos Servidores. A manhã de hoje ainda deve ser usada para negociações. Ontem, o presidente do Sindicato, José Nhozinho Sales, o Paraná, falou até em greve. Paraná disse que aguarda uma contraproposta da Prefeitura até hoje de manhã e só tomará uma posição em relação ao projeto minutos antes da sessão. Na pauta de reivindicações, os servidores pedem reajuste de 14,2% nos salários, além de abono escolar de R$ 150, tíquete-alimentação de R$ 130 e vale-transporte para quem recebe até R$ 1.980. Nhozinho afirmou que, dependendo da proposta recebida, pode pedir aos vereadores que adiem novamente o projeto e convocar uma assembléia para quinta-feira onde seria discutida uma greve. “Estamos pensando nisso sim”. O secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, Jerônimo Sérgio Pinto, confirmou que deve falar com Nhozinho até o final da manhã de hoje e afirmou ainda que apenas dois pontos da negociação podem causar problemas: a reposição de perdas salariais, no valor de 11,46%, e a obrigação de recolhimento da contribuição sindical. “De 2002 para cá não há perdas, há ganhos. O que vinha de antes já prescreveu. Com relação à contribuição, não posso descontar da folha do funcionário sem que ele me autorize”. De qualquer forma, para Jerônimo, a aprovação do projeto hoje na Câmara independe das negociações. “O reajuste é uma obrigação”. Entre os demais projetos,destaque para duas propostas do vereador Gilson Pelizaro (PT). O petista quer isentar proprietários de imóveis atingidos por enchentes do pagamento de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) e criar o Programa de Transparência na Saúde, que disponibilizaria à população dados sobre todos os atendimento da Rede Municipal.

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