Por uma política condizente


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O fato da educação ser prioridade de governo não é novidade, no entanto, em cada época, há elementos tão íntimos ao desenvolvimento do País que deixar a educação em segundo plano será acelerar o caos social. O primeiro elemento de execução imediata é fixar o piso salarial do professor. A executiva de antigas reivindicações estabelecia inicial de cinco salários mínimos. Nas lutas salariais evocou-se muitas vezes a isonomia salarial - que significa o ganho equitativo e paritário aos três poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo -, já que existe um grande hiato salarial nos diferentes segmentos do funcionalismo público. Na proposta unificada do Magistério Paulista pede-se o pagamento imediato de precatórios alimentares, de valor estimado em R$ 15 mil reais, de acordo medida aprovada pelo Supremo Tribunal de Justiça (precatórios são ações transitadas em julgado cujos valores se acumulam há anos e são pagas nos prazos que o Estado define, submetendo os legítimos credores a um tempo enorme de espera); sistema previdenciário único, para beneficiar todo o funcionalismo estadual; renovação da política de atendimento do Iamspe, o serviço de saúde do funcionalismo (no caso de Franca, foram demitidos dezessete funcionários e faltam médicos para algumas especialidades); extensão e incorporação das gratificações e abonos a aposentados e pensionistas. O segundo elemento da pauta, a avaliação do rendimento escolar, remete à discussão sobre a educação continuada, que trouxe um grande problema para a rede pública. No intuito de obedecer à progressão, o sistema de ensino estadual cambaleou e viu perecer o aprendizado. E agora, o governo quer avaliar crianças de seis anos. No contexto do que deveria ser um Projeto Nacional de Educação, alfabetizar de forma metódica e competente seria educar crianças de primeira série com redobrada atenção por estarem iniciando escolaridade e aprenderem a manejar atos e fatos da língua portuguesa. Olavo Bilac, o "príncipe dos poetas brasileiros" - afirma sobre a língua portuguesa, última manifestação do latim vulgar que lhe deu origem: "última Flor do Lácio, inculta e bela; és a um tempo, esplendor e sepultura`. O terceiro foco é do entendimento da problemática do ensino básico a partir da construção de escolas como eixo de atendimento às necessidades educativas do cidadão, ainda vivenciando a educação integral preconizada por Darcy Ribeiro, autor da última edição das Diretrizes e Bases da Educação. O quarto foco será a atualização de recursos de tecnologia moderna e sua aplicação em sala-de-aula, através do entendimento de suas dinâmicas, reciclagem do conhecimento dos docentes, ampliação de recursos humanos proporcionando recursos de execução e atualização da pesquisa em educação como fator fundamental de êxito para fazer avançar o País nos próximos cinco anos . VICENTE LÁZARO DE OLIVEIRA BENATE é diretor de escola, membro do Instituto Arte & Vida e da Adesg de Franca

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