Recém-empossados na Assembléia Legislativa, os dois deputados de Franca, Gilson de Souza (PFL) e Roberto Engler (PSDB), estão entre os piores parlamentares da última legislatura no Estado de São Paulo. Segundo levantamento feito pelo Movimento Voto Consciente, associação de voluntários que fiscaliza o trabalho dos deputados há 20 anos, a nota foi abaixo de 5 para ambos.
Gilson, com nota 3,48, ocupa a longínqua 73ª colocação entre os 91 parlamentares avaliados. Engler, com média de 4,84, é o 51º.
Para ser “aprovado”, a nota mínima é 6. Os números se referem ao período compreendido enre o dia 15 de março de 2003 e 30 de junho de 2006 e são baseados em sete diferentes critérios. De acordo com o levantamento, o pior deputado de São Paulo no último mandato é Zuza Abdul Massih (PDT), com nota 1,61, e o melhor Hamilton Pereira (PT), com 7,53.
A pesquisa analisa o número de projetos de lei aprovados de cada deputado, a presença em votações nominais, a presença em reuniões das comissões, a fidelidade partidária de cada um, o grau de fiscalização do Executivo de cada parlamentar, a disponibilidade em disponibilizar informações solicitadas e traz, ainda, uma nota subjetiva atribuída por cada um dos voluntários (em torno de sete) que acompanham o dia-a-dia do Legislativo.
“São pontos a serem observados que servem para analisar de maneira global a atuação do parlamentar”, disse Sônia Barbosa, coordenadora-geral do Voto Consciente. Para ela, o número de projetos aprovados indica produção, a fiscalização do Executivo, uma função originária do Legislativo, e a disponibilidade das informações, uma forma de dar satisfação ao eleitor. “Se o Movimento pede um esclarecimento e, muitas vezes, não é respondido, imagina um cidadão”, disse. O único critério subjetivo do levantamento é aquele em que são computados os valores atribuídos pelos voluntários, que refeletem, para Sônia, aspectos não avaliados.
Gilson e Engler escorregam em vários aspectos, a começar pelos projetos aprovados. Ambos tive-ram apenas dois. Na presença em comissões, o tucano leva uma pequena vantagem, o inverso do que ocorre na presença em plenário.
No quesito fidelidade partidária, o único 10, para Engler. Gilson ganhou 5. Na hora de fiscalizar o Executivo, um fiasco: Engler tem nota 0,18 e Gilson 2,13. O tucano é mais solícito na hora de atender a pedidos de informação e é melhor avaliado pelo Movimento.
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