As três vítimas da tragédia que abalou Delfinópolis foram sepultadas ontem de manhã no Cemitério Municipal. Durante toda a madrugada, centenas de pessoas passaram pelo velório. “Foi muito comovente, chocante mesmo. Toda a cidade se abalou com as mortes e muitas pessoas não conseguiram segurar as lágrimas”, contou Rosa Helena Oliveira, moradora de Franca e tia das crianças.
Silmara Oliveira Paula, mãe das meninas, encontrou forças para se despedir das filhas. Sob efeito de sedativos e amparada por familiares, passou algumas horas no velório. Estava muito emocionada e chorando sem parar. Ela se recusa a ouvir detalhes da maneira como as crianças foram mortas. Silmara não agüentou acompanhar o enterro e foi levada para casa.
O sofrimento da família pode se prolongar ainda mais nesta semana. Um policial, que pediu anonimato, contou que os corpos das crianças não foram examinados pelo médico legista. Tão logo foram removidos do rancho, seguiram diretamente para a funerária. O velório começou logo depois. “É possível que os corpos sejam exumados e submetidos à necropsia. O exame é necessário para se identificar a causa das mortes. Existe a suspeita de que as crianças também tenham sido envenenadas”.
O delegado Marcos Piedade, que responde por Delfinópolis, não foi encontrado para comentar o caso e também não retornou às ligações. Familiares estão indignados com a situação. “Espero que não seja necessário desenterrar os corpos. Seria um drama ainda maior para nós”, lamentou Mozaniel Delfino de Paula, tio das crianças.
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