Vida nova para quem recebe uma córnea


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Dois anos “vendo” apenas sombra e, finalmente, a luz. Assim define o estudante Lucas Silva Hakime, 17, sua vida antes e depois do transplante de córnea. O transplante foi feito há sete meses e, para a surpresa de Lucas, a recuperação foi imediata. “Vejo tudo normal, meu olho direito (transplantado) chega a ser melhor que o outro”. A doença nas córneas de Lucas começou há cerca de quatro anos. Como foi perdendo a visão aos poucos, deixou de ir à escola. “Via tudo embaçado, às vezes apenas vulto”, disse. O medo de perder a visão de vez fez o estudante passar por vários médicos até ele chegar ao consultório da oftalmologista Raquel Mariana Liporoni Toledo. A médica, responsável pelos transplantes de córneas na Santa Casa, colocou Lucas na fila e, em pouco tempo, ele fez a cirurgia. A Santa Casa fez o primeiro transplante de córneas há cerca de dois anos. De lá para cá, mais de 59 pessoas já passaram pelo procedimento em Franca.

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