Como cruzar de um lado a outro uma praça? Muitas pessoas diriam que é preciso passar pela calçada e dar uma grande volta. Mas os praticantes do le parkour explicariam que há um caminho mais curto, pulando bancos e outros obstáculos.
Esse é o conceito de uma atividade física que nasceu na França no início da década de 1980 e chegou a Franca recentemente. Os tourjours, nome dado aos praticantes, treinam no Parque de Exposições “Fernando Costa”, na Vila Exposição, ou na Praça Dom Pedro II, no Centro
Suas “acrobacias” tiram o fôlego de quem as vê e muitos até os chamam de “arruaceiros” ou jovens rebeldes. Os praticantes explicam que quem tem essa opinião é desinformado e o que eles verdadeiramente buscam é uma forma de exercitar o corpo.
Os exercícios exigem uma combinação de fortalecimento dos músculos para realizar os movimentos e habilidade ao cair no chão para não se machucar. Uma arte, segundo eles.
Na cidade, a atividade chegou há cerca de três anos e é praticada mais entre jovens. Uma parte desses criaram a equipe Parkour Franca há dois anos, com dez integrantes. Atualmente, em torno de 30 adolescentes e adultos, entre 14 e 20 anos, exercitam-se.
Um dos percursores locais é Alexandre Atiê Júnior, de 17 anos. “Morei um tempo em São Paulo e foi um amigo que me mostrou”, disse o estudante.
Ao praticar parkour pelos obstáculos encontrados em praças e ruas, “Koxinha”, como ele é conhecido, fez amigos interessados em aprender a técnica.
É o caso de David Alves, 17, auxiliar administrativo. Ele pratica há três meses. “Sempre gostei de pular, subir em árvore e vi uma reportagem sobre o assunto. Encontrei o Alexandre e hoje já somos amigos”, lembrou David.
Meninas também têm seu espaço. Vera Lúcia Paulino, 14, e Priscila Fernanda Garcia, 18, começaram a menos de um mês e dizem que, no entanto, só executam movimentos simples. “Para fazer isso tem que ter coragem”, disse Priscila.
Apesar de tudo ser amador, alguns pensam em ampliar o parkour em Franca e realizar competições, o que não é defendido pela maioria dos tourjours. Fernando Campos, 20, é um dos vanguardistas. “Sou a favor da competição. Quem sabe ainda monto uma academia?”, projetou ele.
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