Filmes de Luc Benson divulgaram atividade


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O parkour, que significa trajetória na tradução do francês para português, foi mostrado ao mundo a partir de filmes como Yamakasi, Os samurais dos tempos modernos e 13º Distrito, ambos de Luc Benson. Nesta última película, nada menos que o homem identificado como o criador dessa atividade física, o francês David Belle, foi o protagonista de uma história futurista. Graças às suas habilidades corporais ajuda a polícia a prender bandidos. Em Yamakasi, a produção se assemelha a um documentário, mostrando como é a vida dos tourjours e os preconceitos que eles sofrem. Problemas esses que também atingem os jovem praticantes de Franca. Um dos gerentes do banco instalado na Praça Dom Pedro II, no Centro, que preferiu não se identificar, informou que desaprova os “malabarismos” executados nas grades que ficam em volta do prédio. “Já pensamos em chamar a polícia. Eles não são autorizados a fazer esses saltos aqui. Já pensou se um cai e machuca? Pode morrer”, disse um funcionário. Priscila Garcia, que faz parte do Parkour Franca, não esconde que treina com a desaprovação dos pais. “Eles não gostam muito.” Diferente dos jovens francanos, Belle, aos 15 anos, contou com o apoio do avô, pai e irmão, os três bombeiros em Paris. Além disso, ele incorporou técnicas de fuga usadas na guerra do Vietnã. Conseguiu criar uma técnica que pode ajudar em salvamentos e destina-se a encontrar um caminho mais curto de uma origem a um destino. Globalizada, essa arte do movimento encontra expoente no País com o grupo Le Parkour Brasil (www.leparkourbrasil.com.br), que recebe até apoio do Sesc de São Paulo. Há também a Associação Brasileira de Parkour, que busca reunir interessados no assunto e incentivar a prática, que não é considerada esporte, mas sim uma atividade física. (Rodolfo César)

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