‘Só Deus para amenizar a dor que estou sentindo’


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“Estou com o coração partido. Considerava as meninas como se fossem minhas filhas. Só Deus para amenizar a dor que estou sentindo”. O desabafo retrata bem o drama vivido pelo pedreiro Mozair de Paula, 47, pai de Silmara e avô das crianças. “Minha filha está muito sentida. Acho que não vai agüentar ver as filhas mortas”. Silmara Oliveira, mãe das crianças, desmaiou quando ficou sabendo do ocorrido e teve que ser medicada. “Ele era uma boa pessoa. Jamais pensei que fosse capaz de fazer algo assim. Estamos todos muito abalados”, completa Cristiana Freitas de Oliveira, prima de Fernando. Os moradores da cidade também estão chocados. “Foi uma tragédia sem precedentes. Ele era uma pessoa boa, calma. Ontem mesmo sua filha mais velha, Maria Laura, ficou em minha casa brincando com minha filha. Nunca imaginávamos que ele iria fazer uma barbaridade dessas”, disse Sueli Alves Ferreira Lemos, vizinha de Fernando. Os corpos de Fernando, Maria Laura e Sabrina começaram a ser velados no início da madrugada de hoje, em uma mesma sala do Velório Municipal de Delfinópolis. O caixão das duas crianças estavam lado a lado, enquanto o do pai ficou um pouco mais para a direita. Antes mesmo de os corpos serem liberados pela funerária, uma pequena multidão já se aglomerava para acompanhar o velório. “Aqui, todos se conhecem. A tragédia chocou a cidade”, disse Ricardo Caetano. A família tinha vários parentes e amigos em Franca, que compareceram em peso para dar o último adeus aos três. Até o fechamento desta edição, não havia sido confirmado o horário do sepultamento.

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