Sidnei quer "OK" do TCE para ceder verba


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O prefeito tem razão. Eu só gostaria de saber se a saga do deputado para a regionalização da Santa Casa é esta. Se for, acho que ele está viajando na maionese. O que está em pauta é uma ação para findar o déficit mensal e pagar a dívida da Fundação Santa Casa, que, dizem, está na casa dos 28 milhões de reais. O prefeito tem um amargo abacaxi a ser descascado, e tem razão em externar dificuldades. Afinal o município tem precisado sempre deste dinheiro para acertar suas contas, inclusive no que se relaciona à folha de pagamento do funcionalismo. Mas esperar que o Estado assuma a tarefa propalada e não use o numerário destinado à instituição é querer demais. Agora, querer que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) desobrigue o município de Franca a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal é pedir tratamento privilegiado. Nunca ouvi dizer que isto tenha acontecido em qualquer época ou em benefício de qualquer município. A verdade é uma só: o dinheiro é curto para a necessidade da Prefeitura e ela sempre escorou seu orçamento anual no dinheiro do SUS que faz escala nos cofres do município. É agora que o administrador cheio da arrogância que ganhou o cargo de prefeito na campanha eleitoral de 2004 terá que mostrar competência. Terá, se o dinheiro for direto para o Governo Estadual, de adequar o orçamento municipal. Aí estará sujeito a ter contas rejeitadas pelo TCE ou enfrentará um processo por improbidade administrativa. Acho que ele pensou que tudo seria fácil. Ano passado, o prefeito ensaiou desistir da gestão plena da saúde. Ao perceber que o dinheiro do SUS faria falta para engrossar o percentual de seus gastos com o funcionalismo público, voltou atrás. É como diz o ditado: “Se a farinha é pouca, meu pirão primeiro”. Ademir da Rosa é leitor do Comércio da Franca

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