Boa-praça da Assembléia, Gilson assume


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Gilson de Souza (PFL) discursa na Assembléia Legislativa: francano tem segundo mandato
Gilson de Souza (PFL) discursa na Assembléia Legislativa: francano tem segundo mandato
Sorrisos, acenos, abraços, bate-papos. Quem acompanha os passos do deputado “boa-praça” Gilson de Souza (PFL) em uma “voltinha” de cinco minutos na Assembléia Legislativa constata: o homem é querido. Suplente, ele assumiu o mandato ontem, na primeira sessão da nova legislatura da Assembléia e foi saudado por funcionários, assessores e deputados de todos os partidos. Gilson é abordado a cada três passos e, com o sorriso no rosto, lembra o nome do interlocutor e sempre tem na ponta da língua uma história entre ele e si mesmo para rememorar. “É assim mesmo. Nós somos muito queridos. Graças a Deus”, diz o bonachão. A simpatia de Gilson não é seletiva. No próprio gabinete, na conversa com o policial que monitora a entrada, com o assessor de um colega deputado, com a faxineira do Legislativo ou com o garçom do restaurante, Gilson é só sorrisos e uma simplicidade característica. “Você é novo aqui? A Rosana está aí? Pede para ela fazer aquele salmão que o deputado Gilson de Souza adora. Ela já vai saber como é”, diz ele ao garçom. E complementa, em tom mais baixo. “Esses meninos aqui estão em treinamento, por isso, explicando assim, a nutricionista, muito minha amiga, já sabe. É uma beleza”. Três minutos de prosa e o deputado Hamilton Pereira (PT) vem cumprimentá-lo. “O terno é velho, mas o sapato é novo deputado. Ficou muito bom. Obrigado, Gilson”. E o abraça. Com o sorriso no rosto, Gilson desconversa e deseja um bom almoço ao colega petista. O membro do PFL, um dos principais partidos da base do governo ao lado do PSDB, confidencia: “Esses meninos do PT são bons demais. Muito meus amigos”. E complementa: “Trouxe de Franca um sapato para cada um dos deputados eleitos. Eles adoram”. A simpatia rende frutos. Em média, são mais de 30 visitas ao gabinete do pefelista, entre prefeitos, vereadores, servidores, autoridades e assessores de deputados ou de secretários de Estado. “Até pela localização (as salas do deputado ficam a cerca de 10 metros da entrada principal da Assembléia), o número de visitantes é muito grande”, explica o chefe de gabinete de Gilson, Leandro Damy. Nos corredores, cada conhecido (e não são poucos) faz questão de cumprimentá-lo. Os funcionários da Assembléia também têm o mesmo sentimento. E não foram um ou dois que fizeram questão de confirmar que o deputado permaneceria no Legislativo de São Paulo. “O senhor não vai embora não, né, deputado?”, disse uma servidora, com o esfregão na mão. Depois de um abraço, ele respondeu. “De jeito nenhum. Estamos firmes para mais quatro anos”. De forma simples, ele conclui: “Gosto de dar atenção a todo mundo. É meu jeito”.

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